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Livre de tudo.

Bem estes dias têm sido de loucos para mim. Estava a ver que nunca mais acabavam. Agora finalmente posso descansar. Estou farta de preocupações. Quero pensar em mim, será que dá?
Fui ao médico esta semana, ando com acumulação de cansaço, nada grave se me tratar agora. Com tantos stresses e tanta coisa para pensar até é normal estar assim.
Ele continua a fazer questão de dizer-me que existe. Às vezes só me apetece dizer-lhe para parar mas não consigo e no fundo não quero. É estúpido mas eu sinto um carinho tão grande por ele... Vejo-o tanto como um menino que grita no silêncio por um pouco de amor, por um pouco de atenção mas que por fora só mostra o contrário daquilo que sente. Tem defeitos horríveis mas utiliza-os para esconder as suas fraquezas e os seus medos. Ele é assim mesmo mas ninguém o vê de tal forma, pois ninguém o conhece como eu, ninguém. Queria ajudá-lo mas já tanto tentei e nunca o consegui, muito menos agora o poderei fazer visto que entre nós tudo mudou.Ontem tive um dia estranho. Andei contente o dia todo porque tudo me correu bem e apesar de uma ou outra coisa não ter corrido tão bem desvalorizei isso. Afinal de contas temos de olhar para as coisas boas, se não coitados de nós, andávamos aí todos deprimidos e stressados.
Ontem aconteceu uma cena estranha, num simples gesto senti um turbilhão de coisas. Foi o reencontro e ao mesmo tempo o desencontro de duas almas. Uma coisa estranha que não consigo explicar e prefiro guardar para mim. No dia em que eu perceber conto.
Finalmente, ontem consegui estar com os meus amigos que já há tanto reclamavam a minha ausência. Foi assim como se eu me sentisse livre para tudo. Sentia-me tão sufocada entre letras e números, sentia a falta de rir a noite toda, falta de conversar sobre coisas sem nexo, falta de não ter preocupações, falta de não ter regras…
Posso dizer que sou uma pessoa bastante certa mas de vez em quando sinto a necessidade de esquecer tudo, de virar tudo ao contrário, de fazer loucuras, de não pensar no amanha...
Estou mesmo numa altura em que simplesmente não me apetece pensar em nada. Preciso libertar-me de tudo o que me prende e me faz mal.
Quero aproveitar todos os momentos e vivê-los com toda a intensidade possível. A vida é tão curta, não sabemos quanto tempo ainda nos reserva a nós e aos de quem gostamos por isso o melhor que temos é tirar tudo o que de bom ela nos dá e pararmos de nos preocupar com coisas sem interesse.
Os gestos mais simples e aparentemente sem significado nenhum são aqueles que mais me fazem sorrir, são os que mais me fazem feliz.
Hoje vejo que tenho poucos amigos mas que valem por tantos tantos... Só me apetece agarrá-los e protegê-los de todo o mal que existe. Chamem-me falsa, chamem-me ridícula, chamem-me o que quiserem mas eu amo os meus amigos de verdade e faria tudo por eles (os VERDADEIROS sabem bem disso). Este sim, um amor verdadeiro e indiscutível! Tenho muito orgulho em vocês!

Comentários

Divinius disse…
A luz...que te deixo...é da cor da minha vida...

Aparece no meu blog e pede um desejo:)
Marias disse…
Gostei desta jojó que aqui li, cheia de força e mais madura.

beijinhos

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