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Uma faca cravada nas costas

Quem nunca foi traído por um amigo? Por alguém a quem fazia confidências e com quem partilhava segredos?
Desta vez calhou-me a mim. Alguém a quem só fiz bem, a quem sempre ajudei, alguém que nunca esperei, nao desta forma, atraiçoou-me.

Sempre soube que ela tinha maldade dentro dela, mas sempre a contrariei, sempre tentei ver a luz no meio de tanta escuridão. E apesar dos pequenos golpes que sempre me fez na cara, nunca desisti de acreditar que havia coisas boas no seu coração. Mas, desta vez, ela nao me fez um pequeno golpe na cara, ela cravou-me a faca nas costas e rasgou-me a alma.
Já por várias vezes ela me tinha rasgado a pele, a carne e até o osso mas desta vez fez sangrar o sitio que não sara, fez sangrar a minha alma.
Matou tudo aquilo que eu sempre pensei que fosse verdadeiro, matou a amiga que eu era, matou-me e apagou-me da vida dela.
A minha “morte” foi uma decisão que ela tomou no momento em que decidiu trair-me. E talvez esse momento tenha sido muito antes do que aquilo que eu sei, talvez esse momento tenha sido há meses atrás, talvez até esse dia tenha sido no próprio dia em que me conheceu.

É apenas triste.



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